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Curta-metragem: Ilha das Flores do cineasta Jorge Furtado

Jorge Furtado, cineasta gaucho, dirigiu longas como: Houve uma Vez Dois Verões, O Homem que Copiava, Meu Tio Matou Um Cara.

Em 1989 apresentou uma das suas obras mais premiadas, o curta-metragem Ilha das Flores, com títulos como o melhor filme de curta-metragem no Festival de Gramado, 1989; Urso de Prata, 1990; melhor curta-metragem brasileiro nos prêmios de Air France, 1990; Prêmio Margarida de Prata, 1990.

Ilha das Flores de Jorge Furtado descreve as etapas que os alimentos percorrem, representado pelo tomate, desde a sua produção até seu destino final. Durante cada etapa, aponta valores e julgamento atribuídos pelos seres humanos que culminaram no destino desses alimentos.

No curta é mostrado como as diferenças de alimento e do lixo esta liga por valores creditados por pessoas, designando quando um alimento é apropriado para o consumo ou não. Enquanto uma família de classe media, classifica um tomate como lixo, esse mesmo vegetal é considerado um alimento por outras famílias de pessoas e animais.

Furtado relata como os seres humanos e animais são segregados e colocados em diferentes níveis hierárquicos, no qual os níveis mais altos têm direitos de decidirem de forma mais abrangente se um tomate é alimento ou lixo; os níveis medianos estão resignados à escolha dos níveis mais altos, podendo decidir se seus lixos são alimentos ou não e por fim todo ser vivo nos níveis mais baixo estão sujeitos aos restos rejeitados pelos níveis anteriores.

Existem dois fatores principais que regem essa segregação, primeiro condição financeira, segundo a propriedade privada.

Os níveis mais altos são ocupados pelas pessoas com recursos financeiros para compra os alimentos; os níveis medianos são designados a tudo que for propriedades das pessoas com recursos financeiros, no caso do curta, os porcos, logo seus direitos estão relacionados com a vontade de seus donos; já os níveis mais baixos são encontrados tudo que não tem dono ou dinheiros, no caso são os moradores da Ilha das Flores, não tem dinheiro ou donos para garantir algum direito sobre os tomates.

Furtado ao longo do curta aponta a ideia de que, por mais que os seres humanos sejam dotados de uma capacidade única de entender, analisar e compreender fatos lógicos, somado a uma capacidade motora privilegiada, que possibilitou uma serie de conquistas na qual melhoraram a suas condições de vida. Mesmo assim existe uma supervalorização do dinheiro e propriedade privada que levam ações que resultam na segregação entre indivíduos da mesma espécie.

No curta-metragem, existe uma forte mensagem contra o desperdício. Nos, seres humanos privilegiados nos níveis mais altos dessa hierarquia, devemos ampliar nossa consciência em relação ao desperdício, a fim de perceber que nosso lixo alimenta essa segregação, sendo consequência dos nossos hábitos. Devemos começar a pensar que cada tomate, alface, cenoura, fruta, vegetal, alimentos que jogamos no lixo poderia alimentar outro ser humano, assim como nos, com tele encéfalo e polegar opositor.

Agora assista o curta em: [youtube=http://youtu.be/Hh6ra-18mY8]

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