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Animais Confinados Intensivamente em Gaiolas e celas: Até quando?

Segundo a Organização para a Agricultura e Alimentação (FAO) das Nações Unidas, globalmente, cerca de 65 bilhões de animais terrestres foram criados para consumo humano em 2007.

Um número esmagador de galinhas poedeiras, porcas prenhes e bezerros criados para vitela são mantidos em gaiolas em bateria, celas de gestação e gaiolas para bezerros aumentando o sofrimento e estresse desses animais.

No Brasil, mais de 70 milhões de galinhas poedeiras são intensivamente confinadas nas chamadas gaiolas em bateria, para a produção de ovos. As gaiolas são tão superlotadas que as aves não conseguem caminhar, se exercitar e nem esticar as asas. Os animais vivem nestas condições degradantes durante aproximadamente um ano e meio, quando a produtividade de ovos tende a diminuir, as poedeiras são enviadas para o abate.

Os porcos também são vítimas. Existem hoje no Brasil cerca de 1,5 milhões de porcas reprodutoras sendo alojadas em celas de gestação—baias individuais de metal tão pequenas que as porcas não conseguem sequer se virar dentro delas.

O confinamento intensivo desses sistemas de produção prejudica severamente o bem-estar dos animais, que ficam incapazes de se exercitar, de esticar seus membros ou de expressar muitos comportamentos naturais importantes. Como resultado da restrição severa desses sistemas de alojamento, os animais podem experimentar agressões físicas e psicológicas significativas e prolongadas.

Alguns estudos afirmam que se o animal está estressado, é necessário ajustes anormais ou extremos em sua fisiologia, para adaptar-se aos aspectos adversos do ambiente. Estes estudos mostraram que o tratamento inadequado de porcos antes do atordoamento afeta a qualidade final da carne, mesmo quando foram manejados cuidadosamente.

O estresse pré-abate pode afetar negativamente a qualidade da carne nas suas características iniciais, como ph, temperatura e rigor mortis (músculo transformando em carne). O manejo pré-abate inclui uma ampla variação de diferentes métodos fisiológicos e psicologicamente estressantes, como: mistura de animais desconhecidos entre si antes do abate, carga, transporte, descarga, situação dos currais e condução até a linha de abate. Um período longo de estresse está geralmente associado com carne DFD (dark, firm, dry – escura, dura e seca).

Desde 2008, aHumane Society International (HSI) vem trabalhando no Brasil para melhorar as condições dos animais criados para consumo e sensibilizar sobre os impactos da indústria pecuária no bem-estar animal, no meio ambiente e na saúde pública. Para atingir suas metas, a HSI tem formado parcerias com fornecedores, produtores, agências do governo, grupos de consumidores e outras ONGs.

Por conta disso, a HSI lançou uma petição pública pedindo por medidas legislativas que abordem as práticas mais cruéis e desumanas da pecuária industrial e que reduzam o sofrimento dos animais criados para consumo no Brasil.

A petição poderá ser usada para incentivar iniciativas legislativas em qualquer esfera – municipal, estadual ou federal. Num primeiro momento, ela será apresentada ao vereador paulistano Roberto Trípoli (PV/SP). A entrega ocorrerá no dia 17 de novembro.

O projeto de lei sugerido exigirá que a Prefeitura de São Paulo adquira ovos produzidos sem o uso das cruéis “gaiolas em bateria” para as merendas escolares, em substituição aos ovos industriais convencionais usados hoje. Se sancionada, tal lei pouparia dezenas de milhares de galinhas de um sofrimento extremo.

As assinaturas têm o intuito de mostrar aos legisladores que a população não quer que a crueldade contra animais criados para consumo continue. Contudo, o apoio de organizações da sociedade civil atuantes em diferentes segmentos também é muito importante para mostrar que a preocupação com a crueldade animal está presente de forma representativa na sociedade.

Por isso, nós da Associação Prato Cheio e HSI gostaríamos de contar com o seu apoio até o dia 17 de novembro.

Para assinar essa petição, entre neste link e ajude essa causa: http://e-activist.com/ea action/action?ea.client.id=1684&ea.campaign.id=12355

 

Uma alternativa é enviar uma mensagem para o Vereador Roberto Trípoli, que está disposto a encampar este projeto de lei. Os contatos são:

 

E-mail:  vtripoli@uol.com.br ou contato@robertotripoli.com.br

(pedimos a gentileza de enviar com cópia para brasil@hsi.org)

Telefone: (11) 3396-4522.

Endereço: Gabinete do Vereador Roberto Trípoli

Câmara Municipal de São Paulo

Viaduto Jacareí, 100 – 7o Andar – Sala 705 – Bela Vista

São Paulo – SP – CEP: 01319-900

 

 

Fonte:

http://www.hsi.org/portuguese/issues/campanha_brasil_portugues.html

http://dgta.fca.unesp.br/carnes/Alunos%20PG/Zootecnia/roca309.pdf

http://www.cnpgc.embrapa.br/publicacoes/doc/doc77/03nocoescarne.html#3.3.2

http://www.hsi.org/portuguese/news/press_releases/2011/10/brazil_law_petition_101311.html

 

 

 

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